domingo, 8 de maio de 2011

TGV OU A VAIDADE DE QUEM GOVERNA

Foto Google - O TGV do PSD

Ora então chegam cá os homenzinhos do FMI cheios de pressa que se faz tarde e tal, só almoçam sandochas de pasteis de bacalhau, depenicam no copo do palheto, não saem dos escritórios porque é urgente a coisa ser feita. Tomam banho à gato na casa de banho do Ministério, com uns toalhetes Dodot de marca Dia que a empregada da limpeza por gentileza, pena e enjoo do cheiro a sovaco mal disfarçado e de restos de espinha de bacalhau ressequida no balde do lixo, por ali deixou. Os homens do FMI são poupados e quase tanto como o Cavaco antes de ser Presidente dos 23% de portugueses.
Um dos homens tem a tarefa mais ingrata, a de endireitar, com imenso jeito e paciência, os agrafos usados que, com algum jeitinho extra, ainda voltam ao agrafador. Outro foi comprar uma borracha de marca branca e entretém-se a limpar as folhas de cálculo manual, escritas a lápis. Outro ainda dá à manivela para activar o carregador de bateria dos portáteis, montado numa roda de bicicleta com dínamo. Nos primeiros dias ainda iam de táxi para o Ministério, mas agora que viram que a viagem é de apenas cinco kms, vão a pé.
Um dos homens lê uma notícia que acaba de passar na TV local, um irritante canal de nome RTP1, onde trabalham os repórteres que não sabendo bem o que andam a fazer, todas as segundas feiras convidam as mesmas pessoas para convencer o povo daquilo que eles próprios gostariam de o convencer: estão ali apenas para ajudar. Não é verdade, minimamente, mas o importante é arranjar escravos para competir com os chineses. Todos páram de trabalhar. Arrumam tudo à pressa, escrevinham num papel uma mensagem em letras garrafais que deixam sobre a mesa de reuniões.
O papel é encontrado pela senhora da limpeza, no dia seguinte, enquanto despeja as espinhas do bacalhau. Apenas se lê: “VÃO PARA O C@R@£Hº!”. Fotocópias do bilhete são emitidas e enviadas para cada sede de cada partido. Ou seja, apenas três. No PS, acham que os senhores se fartaram simplesmente da incompetência do governo Sócrates e pronto, lá se foram. No CDS-PP, Paulo Portas lamenta a situação, pois agora quem pagará os ordenados da tripulação dos seus submarinos?
No PSD, Catroga lê o papel e exclama a Passos Coelho: “Só porque vamos construir o TGV se chegarmos ao Governo? Mas estes gajos não entendem que o TGV só não se deve fazer quando se está na oposição??!”

2 comentários:

  1. Megalomania! Já nem dá para dizer nada...

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  2. Malena, não é nada. É vaidade.

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LEVANTAR VOO AQUI, POR FAVOR